Um mês de vida!

17 04 2007

É… como o tempo passa! Hoje completam-se 30 dias desde a mensagem de boas-vindas do Grãos e Pixels. Até agora já foram 11 postagens (incluindo esta), o que dá uma média de um post a cada 2,72 dias. Muito? Pouco? Não tenho como dizer. Mas sei que cada mensagem é escrita com o objetivo principal de informar. Não só informar, mas também compartilhar experiências fotográficas, sugerir ações, indicar lugares. Mostrar a quem lê este blog um pouco do meu gosto em relação à fotografia. E, é claro, divertir! Espero que eu esteja tendo sucesso até agora…

Não há um intervalo fixo entre as postagens, e isso eu já tinha previsto no primeiro post! Sempre quando estou animado para escrever, quando há algo interessante que eu realmente acho valer a pena que outras pessoas tomem conhecimento, e, principalmente, quando sobra um tempinho, alguma postagem vem por aí… Às vezes, nem que seja apenas para colocar o link de um vídeo legal do YouTube (considerando que, neste caso, procuro sempre vídeos que tenham alguma coisa a ver com fotografia, senão não haveria porque de indicar um trabalho específico). Talvez muitos dos que acompanham este blog não percebam, mas as informações da coluna aí no lado direito da página está em constante atualização (mínimo uma vez por semana), sem contar os campos que são atualizados automaticamente (notícias, principalmente).

Já que estamos falando sobre a coluna à direita, acredito que muitos já viram um mapinha-múndi na parte inferior da mesma. É um contador geográfico, ou seja, uma representação dos locais onde estão sediadas as pessoas que acessaram o Grãos e Pixels até o momento. Cada ponto pequeno indica um acesso, e os pontos maiores referem-se a vários acessos de uma mesma cidade ou região. Assim como os contadores numéricos, que indicam a quantidade de acessos (“hits”) e o número de pessoas diferentes que visitaram o site (estava em dúvida um dia desses e resolvi testar: realmente o contador só registra uma vez cada pessoa, mesmo que ela acesse outras vezes em dias diversos…), os pontos vermelhos do mapa são atualizados diariamente.

É bem bacana saber que o blog, apesar de ser escrito em português, também é acessado de outros países, como Estados Unidos (5 acessos), Canadá (3), Reino Unido (1), Alemanha (1), Portugal (1) e até da Índia (1)!!! No mínimo, ou os caras são brasileiros que moram no exterior e ouviram alguém falar do G&P, ou então acessaram o blog por engano! Hehe! Agora, o mais impressionante é que teve gente acessando do meio do mar! Não sou muito bom em geografia, mas me parece que os pontinhos vermelhos no meio do Atlântico são dos Açores e das Ilhas Canárias ou da Ilha da Madeira. Chique, né? Do Brasil, foram centenas de acessos, das cinco regiões do país, sendo o mais longe de Belém do Pará. Logicamente, a maior quantidade de “hits” vem de Curitiba, e isso é óbvio, já que resido nesta cidade.

Bom, este post era só para registrar o aniversário de um mês do blog, mas acabou virando quase uma redação. Mas isso que é legal nos blogs: a pessoa começa a escrever sem pretensão e quando se dá conta já elaborou um capítulo de livro. Tá bom, nem tanto… :-)

É isso pessoal! Até a próxima, e que o G&P dure muitas dezenas de meses. Um grande abraço e o meu “muito obrigado” a todos que vêm prestigiando. Fui!!!…





Sexta-feira 13: um pouco de história

14 04 2007

Hoje é sexta-feira 13! Apesar de ser uma data como qualquer outra, muitos mitos e crendices surgiram a respeito desse dia. Eu, particularmente, considero o número 13 associado à sorte, até porque foi num dia 13 que eu nasci! À parte das crendices populares, existe uma fundamentação histórica para o fato de hoje ser considerado o “dia do azar”. Como o Grãos e Pixels não é um blog só sobre fotografia, vamos ter agora uma aulinha de história:

Tudo teria começado na França, no início do século XIV, em conseqüência dos constantes traumas financeiros do rei Filipe, o Belo (1268-1314), e da degeneração das relações entre Paris e Roma. Esgotados todos os clássicos métodos medievais de salvação do seu tesouro, como o sequestro de propriedades, a prisão dos judeus e a desvalorização da moeda, em desespero o monarca resolveu taxar a Igreja Católica.

Era pontífice, na época, Bonifácio VIII (1235-1303), descrito como “olhos e língua ferozes em um corpo completamente decrépito… um demônio”. Para retaliar as medidas de Filipe, o Papa baixou um édito e proibiu a cobrança de impostos ao clero. Filipe, claro, reagiu com a energia disponível. Fechou as fronteiras da França à saída de ouro, cortou a fonte de fundos de Roma e da Igreja – e, pior, aprisionou o Bispo de Pamiers, acusado de blasfêmia, de fornicação e de feitiçaria.

Bonifácio contra-atacou com um comunicado, no qual condenou a detenção do Bispo e revogou os privilégios divinos do Belo. Felipe queimou o comunicado em praça pública. O Papa redigiu um outro, uma advertência, uma ameaça: “A Igreja é uma criatura de apenas uma cabeça, não um monstro de duas”. Inesgotável, Filipe também denunciou o Papa por blasfêmia, por feitiçaria e até mesmo por sodomia. Enfim, Bonifácio excomungou Filipe e determinou aos seus núncios que espalhassem um boato tenebroso: a punição brutal se estenderia, igualmente, à França inteirinha.

A convulsão eclodiu. Os camponeses se agitaram de pavor. Filipe declarou não se incomodar com a excomunhão – preferia a revolução. E, em 1303, enviou um exército à Itália e capturou o Papa. Um mês depois, Bonifácio faleceria. Alguns historiadores dizem que morreu de raiva. Outros, que bateu a cabeça numa parede até arrebentá-la. Um Papa leal a Filipe, de nome Benedito XI (1240-1304), o Abençoado, assumiu a Igreja. A sua ascensão, porém, não aliviou a crise econômica da França.

Dois anos depois, em 1305, Filipe enviuvou e tentou se juntar à Sociedade dos Templários, cavaleiros que se consideravam especiais e que buscavam o Santo Graal, a taça utilizada por Cristo na Última Ceia. Na realidade, Filipe meramente pretendia se assenhorear das riquezas que, de quebra, os Templários surrupiavam. Os Templários, no entanto, suprema humilhação, vetaram a entrada de Filipe no seu time.

Em 1306, sob o comando de Jacques de Molay, os cavaleiros retornaram de uma investida através da chamada Terra Santa, no Oriente Médio, com as bagagens carregadas de riquezas – que negaram ao monarca. Desesperado, numa madrugada, Filipe triplicou os valores de tudo que se comercializava na França. E a rebelião explodiu de vez. A população pediu a sua cabeça. Acovardado, Filipe implorou a proteção dos Templários.

Novamente os cavaleiros refugaram. Apenas restou a Filipe se esconder. E, refugiado, a planejar a vingança. Aliás, uma ação surpreendente, na montagem e no resultado. Em 14 de Setembro de 1307, remeteu ordens seladas a todos os seus fiéis seguidores e a todos os seus oficiais. Ordens que apenas deveriam ser abertas na noite de 12 de Outubro. Inacreditável. Ninguém traiu o rei. Daí, na manhã do dia 13, começou a perseguição aos Templários. Estima-se que, até o entardecer daquela data, 5.000 acabaram radicalmente enjaulados.

Na noite de 13 de Outubro de 1307, precisamente uma sexta-feira, os fiéis de Filipe torturaram e massacraram os Templários das formas mais abomináveis – da retirada da pele ao cruel empalamento. Tudo em nome do orgulho real. Justificativa: a aliança dos Templários com o Mal e com a magia negra. Consta que vinte cavaleiros escaparam da perseguição, sobreviveram – e amaldiçoaram a data para todo o sempre.

Fonte: Danilo Corci





Depois do feriado…

9 04 2007

Quem acessou o blog ultimamente deve ter reparado que o mesmo esteve meio parado nos últimos dias. Explico. Até a quarta-feira passada estive bastante atarefado no trabalho, de forma que, à noite, não estava muito inspirado para postar algo. E na quinta-feira, mal o relógio marcou 17:00h, eu zarpei para o feriadão.

Passei 3 dias bem bacanas em São Francisco do Sul, cidade histórica situada no Estado de Santa Catarina, bem pertinho da divisa com o Paraná. É a 3ª cidade mais antiga do Brasil, tendo sido “descoberta” em 1504 pelo explorador francês Binot de Gonneville. Com centenas de casarões e edifícios centenários, o local é um paraíso para quem gosta de fotografar a arquitetura de outras épocas.

Já estive lá umas 4 vezes. Me recordo de uma delas, em 2005, em que fui junto com alguns amigos fotógrafos de Curitiba e Blumenau. Saímos de madrugada de CWB, com a intenção de fotografar o nascer-do-sol sobre a Baía da Babitonga, mas demos com o burro n’água, pois amanheceu nublado, e ainda chuviscando. Para não ficarmos parados, fomos andar pelas ruas do centro histórico a fim de fotografar as construções antigas, grande parte delas tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional. Por volta das 10:30h o tempo melhorou, e daí até o início da noite, aproveitamos para fazer imagens do alto do Morro do Forte, da Prainha e de Enseada. Qualquer hora eu posto algumas fotos feitas naquela ocasião…

Bom, mas desta vez, fui para São Chico para descansar. Se bem que, fotógrafo que é fotógrafo não sai nunca de casa sem uma câmera. Para quem não foi exclusivamente para fotografar, o feriado até que foi bem produtivo: fiz nada menos do que 304 exposições! Isso já descontando as que apaguei diretamente na câmera… Como fiquei hospedado no último andar de um hotel de frente para o mar, aproveitei para fazer vários registros da paisagem local. Fiz também diversos experimentos utilizando longas exposições (geralmente de 2 a 3 minutos) com a minha boa e velha Canon EOS 20D. Para tal, usei e abusei do disparador remoto genérico que comprei recentemente. Ainda não sobrou tempo para dar uma tratada nas melhores fotos, mas assim que o fizer, coloco alguns exemplos no blog. No final deste post tem 3 fotinhas aleatórias que tirei nesse feriado, apenas com ajustes nos “levels”.

Nessa Páscoa pude zerar o estresse acumulado desde o Carnaval, e ainda fiz algumas fotos que achei bem bacanas. Valeu a pena ter enfrentando o movimento da “Briói” (para quem não entendeu, é como a rodovia BR-101 é carinhosamente chamada por alguns catarinenses), que, por sinal, estava complicadíssimo. No trecho de serra o fluxo dos veículos chegou a parar completamente em alguns momentos, mesmo nos locais com 3ª pista. Pensei em encostar para fazer umas fotos, mas acabei mudando de idéia ao prever a dificuldade que seria voltar para a faixa de rolamento…

© Todas as fotos são de autoria de A. Joukowski. Direitos reservados.




Dia Mundial da Água

22 03 2007

Apesar das previsões nada animadoras quanto à disponibilidade de água potável num futuro não muito longínquo, hoje comemora-se em todo o mundo o Dia da Água!

O Brasil, assim como em diversos outros aspectos, também foi abençoado em relação ao volume e qualidade desse recurso natural que é imprescindível para a vida. Imagine como seria passar um dia sem água. Além da sede insuportável, ficar sem poder tomar um bom banho gelado no verão (e quente no inverno!), sem ter como lavar roupas e utensílios domésticos…

No caso dos fotógrafos, o que seria daqueles que curtem clicar a natureza se não fosse a água que despenca de belas cachoeiras, ou então que compõe paisagens litorâneas magníficas, ou que volta e meia resolve cair na forma de gotas bem na hora que estamos com todo o equipamento fotográfico desprotegido, mas que minutos depois nos brinda com a possibilidade de fotos espetaculares de folhas, flores e pequenos animais “decorados” com essas gotas… É, imagine…

Eu sempre gostei da água, doce ou salgada. A primeira para beber bem gelada; a segunda, para imergir o corpo, principalmente se for numa praia paradisíaca. Talvez seja por isso que minhas duas cores preferidas sejam azul e verde! Nunca tinha pensado nisso… Bom, a grande verdade é que, pela data do meu nascimento, devo ter sido “encomendado” no mês de dezembro. Como meus pais contam que, naquela época, era sagrado eles irem para a praia e ficarem pelo menos um mês curtinho, pode-se deduzir que meus genes contêm um pouquinho de cloreto de sódio e areia (e cerveja, talvez?) :-) Elementar! Isso explica minha paixão pelo mar.

Falando em água, me lembrei que há algum tempo (mais precisamente em 2005), participei do 7º Salão Nacional de Fotografia de Sorocaba. Era uma mostra de fotos aberta a todos os fotógrafos do país, e cujo tema foi, justamente, “Água”. Participei com 3 fotos, as quais podem ser visualizadas mais abaixo. Na ocasião, meus trabalhos, bem como as imagens de outros 74 fotógrafos de 10 Estados, foram expostos na galeria de artes da Fundação de Desenvolvimento Cultural, em Sorocaba/SP. Que chique, hein? :-) Bom, mas chega por hoje, porque eu já tô com sede…

  

© Todas as fotos são de autoria de A. Joukowski. Direitos reservados.





Uma nova estação no ar

20 03 2007

Hoje, às 21:06h (de acordo com o Simepar), tem início o outono… Para quem gosta de fotografar paisagens e natureza, a estação é propícia para a obtenção de imagens com uma qualidade extra, se comparadas a fotos tiradas no verão. Em primeiro lugar, a luz (que é o que torna uma fotografia boa ou não) torna-se mais suave, mais difusa, pois o Sol já não fica mais “a pino”. Com isso, a luz em si atua como uma cúmplice em favor dos fotógrafos interessados em registrar belas imagens. Além disso, um outro fator importante a ser considerado é a menor quantidade de chuvas, o que garante um maior número de dias convidativos para a fotografia.

Em algumas regiões, o outono traz também novas cores. Sai de cena o verde vivo e apresentam-se o amarelo e o avermelhado, como no caso de árvores com folhas decíduas, que ao passo de algumas semanas, adquirem dezenas de tons diferentes, até finalmente se soltarem e mergulharem rumo ao chão. Todo ano eu tenho a oportunidade de presenciar este espetáculo, quase sempre na hora do almoço. É que na rua que passa em frente ao local onde trabalho há vários plátanos plantados em linha sobre o passeio. São árvores ainda de médio porte, mas que já têm beleza ímpar. Chega uma ocasião em que os galhos ficam completamente nus, ao contrário do piso ao redor, repleto de folhas amontoadas. Já faz tempo que eu planejo registrar, fotograficamente, o ciclo de vida destas árvores, mas sempre aparecem novos afazeres e a idéia acaba ficando pra depois. Imagino que seria bem legal elaborar uma animação com uma seqüência de fotos tomadas periodicamente (a cada semana ou 15 dias) do grupo de árvores ou de um exemplar isolado, mostrando todas as fases e todas as cores ao passar de um ano completo. Uma hora dessas (ou melhor, um ano desses) eu faço isso!

Outra vantagem de tirar fotos no outono é que você pode viajar a lugares turísticos e não topar com um mundaréu de gente. Isso é ainda mais verdade quando se tratam de praias. Nada melhor do que fotografar à beira-mar, principalmente quando não há ninguém na areia ou na água para estragar sua foto. E sem falar que, com as temperaturas mais amenas do outono, dá menos dó de sair com sua câmera debaixo do sol.

Então está dada a dica! Deixem suas câmeras prontas, com as lentes limpas e as baterias carregadas. O outono está aí e, apesar de durar só 3 meses, traz um novo mundo de temas para a fotografia amadora. Eu prometo que este ano vou fazer pelo menos uma fotinha das folhas caídas dos plátanos perto do meu trabalho. Como, por enquanto, não tenho nenhuma imagem do gênero, vou terminar este post com uma foto que a maioria de vocês já deve ter visto. A foto não é de minha autoria, mas representa bem aquilo que eu comentei. Pra quem não se lembra, é um papel-de-parede disponível no Windows XP…








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